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Após decisão no STF, Vale tenta nova batalha no STJ para interromper pagamento a atingidos

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    Redação Portal Independente
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Foto - Reprodução Agência Brasil
Foto - Reprodução Agência Brasil

Os moradores de Brumadinho e de toda a Bacia do Paraopeba que dependem do novo auxílio emergencial para sobreviver enfrentam mais uma ameaça. A Vale recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o objetivo de suspender imediatamente o pagamento do benefício destinado aos atingidos pela tragédia de 2019. A nova movimentação judicial gerou indignação imediata entre políticos locais e lideranças comunitárias, que veem a tentativa da mineradora como um desrespeito às vítimas e à memória do desastre que matou 272 pessoas e devastou comunidades inteiras. Para os brumadinhenses que ainda aguardam reparações efetivas, a ação da Vale representa mais um capítulo de uma novela judicial que se arrasta há mais de sete anos.

A ação da empresa ocorre logo após uma decisão anterior relacionada ao tema no Supremo Tribunal Federal (STF), o que intensificou a mobilização entre os atingidos. A medida foi vista por lideranças como uma tentativa de interromper o suporte financeiro em um momento em que, segundo elas, os impactos do desastre ainda são significativos na região. Rio contaminado, comunidades desestruturadas, saúde comprometida e empregos perdidos são apenas algumas das cicatrizes que permanecem abertas. Para muitos brumadinhenses, o auxílio emergencial não é um favor, mas um direito conquistado com muito custo.

O pré-candidato a deputado estadual João Santos foi duro nas críticas. Ele classificou a atitude da Vale como um absurdo e afirmou que a empresa age como se ela fosse a atingida, como se ela fosse a vítima. "É um absurdo o que a Vale está fazendo. Ela está agindo como se ela fosse atingida, como se ela fosse a vítima. E nós não vamos aceitar isso. Precisamos unir os atingidos", disse. A fala de João Santos reflete o sentimento de muitos moradores da região, que veem a mineradora usar sua força financeira e jurídica para tentar escapar de responsabilidades enquanto as famílias seguem sofrendo as consequências do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão.

O secretário de Governo e Reparação de Brumadinho, Guilherme Morais, também se manifestou com veemência. Ele afirmou que este é o momento de união de toda a Bacia do Paraopeba, de todos os municípios, de todos os políticos na luta por aqueles que sofrem por um crime que aconteceu há sete anos, mas cujos impactos são gigantescos e as cidades ainda não foram reparadas. Guilherme anunciou que o município está entrando com um recurso imediato na luta por cada atingido. A declaração do secretário reforça o compromisso da administração municipal em não se calar diante das investidas da Vale.

Diante do cenário, lideranças locais reforçam a necessidade de união entre moradores, autoridades e representantes políticos para garantir os direitos das populações afetadas. A Bacia do Paraopeba não é apenas Brumadinho — são dezenas de municípios que também sofreram com a lama e seus impactos. A pressão conjunta, articulada e constante é a única arma que os atingidos têm contra o poder econômico e jurídico da mineradora. O STJ agora tem a palavra. Enquanto isso, os brumadinhenses seguem atentos, organizados e prontos para reagir. A Vale pode recorrer quantas vezes quiser, mas a memória das 272 vítimas e a luta dos que ficaram não serão caladas.


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