Audiência sobre barragens da Emicon em Brumadinho é adiada para agosto; estrutura segue em nível 2 de emergência
- Moisés Oliveira

- há 4 horas
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A audiência judicial que discutiria a situação das barragens da Emicon Mineração e Terraplenagem, em Brumadinho, foi adiada pela Justiça e deverá ocorrer apenas em agosto, com a juíza Renata Nascimento Borges justificando a remarcação pela necessidade de readequação da pauta, enquanto a barragem B1A continua no centro das preocupações das autoridades por estar classificada em nível 2 de emergência desde julho de 2025, quando a ANM identificou condições de estabilidade marginal e determinou exigências à empresa. A Prefeitura de Brumadinho informou que acompanha a situação por meio da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Segurança Pública, cobrando da empresa o cumprimento integral das determinações relacionadas à segurança da barragem, ao custeio de ações necessárias, à assistência social e ao suporte às famílias retiradas da Zona de Autossalvamento (ZAS).
Para os brumadinhenses, especialmente os moradores da região próxima à barragem, o adiamento da audiência e a manutenção do nível 2 de emergência mantêm viva a apreensão sobre a segurança da estrutura. A Prefeitura destacou que, apesar de notificações e reuniões realizadas nos últimos meses, houve registros de cumprimento parcial das obrigações pela Emicon, seguidos por novos descumprimentos. Todas as famílias localizadas na ZAS permanecem evacuadas conforme os protocolos de segurança, e não há autorização técnica ou legal para o retorno neste momento, conforme informado pelo município. Denúncias sobre possível redução de equipes e controle de acesso foram encaminhadas ao Juízo responsável.
Com a chegada do período chuvoso, o cenário exige atenção adicional. A ANM ressaltou que os riscos associados à B1A estão relacionados principalmente às incertezas e à insuficiência de informações técnicas capazes de comprovar a segurança da estrutura, e que a manutenção da evacuação da população da ZAS continua sendo uma medida preventiva de proteção à vida. A documentação apresentada pela Emicon até o momento não foi suficiente para comprovar a segurança da barragem nem para justificar uma redução no nível de emergência, e a ANM solicitou novos estudos e determinou a contratação de uma consultoria independente, cujo relatório foi concluído em dezembro, mas apontou a necessidade de investigações geotécnicas adicionais. Das 14 exigências inicialmente formuladas, duas foram reiteradas e oito reformuladas, permanecendo em fase de atendimento, enquanto a Emicon cumpriu quatro determinações até o momento. O Ministério Público de Minas Gerais foi procurado, mas não houve retorno sobre o cumprimento do termo de compromisso.















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