Vale deposita R$133 mi para garantir Auxílio Emergencial de junho a atingidos da Bacia do Paraopeba
- Talles Costa

- há 15 horas
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A Vale realizou o depósito judicial de R$133.101.752,13 destinado ao pagamento do Auxílio Emergencial referente ao mês de junho às pessoas atingidas pelo rompimento da barragem em Brumadinho, atendendo à determinação do juiz Murilo Silvio de Abreu, com os pagamentos previstos para serem realizados pela Fundação Getulio Vargas até o quinto dia útil do mês. O comprovante do depósito foi apresentado nos autos da ação movida pela Associação Brasileira dos Atingidos por Grandes Empreendimentos, pela Associação Comunitária do Bairro Cidade Satélite e pelo Instituto Esperança Maria, entidades que representam os direitos das vítimas do desastre ocorrido em janeiro de 2019.
O valor depositado pela mineradora garante a continuidade do Auxílio Emergencial para o mês de junho, benefício que tem sido essencial para milhares de famílias de Brumadinho e regiões vizinhas que ainda aguardam a reparação definitiva dos danos causados pelo rompimento da barragem B1, na Mina do Córrego do Feijão. Para os brumadinhenses atingidos, o depósito traz um alívio temporário em meio a um processo de negociação que se arrasta há mais de sete anos. A determinação judicial visa assegurar que os pagamentos ocorram de forma regular, sem interrupções que possam agravar a situação de vulnerabilidade enfrentada por muitas dessas famílias, que dependem do auxílio para despesas básicas como alimentação, moradia e saúde.
A Fundação Getulio Vargas é a instituição responsável pela operacionalização dos pagamentos, que têm previsão de cair na conta dos beneficiários até o quinto dia útil de cada mês. A regularidade do depósito por parte da Vale é acompanhada de perto pela Justiça e pelas associações de atingidos, que frequentemente denunciam atrasos e dificuldades no cumprimento integral dos acordos firmados. Para os moradores de Brumadinho que ainda vivem sob a sombra do desastre, o recebimento pontual do auxílio em junho representa não apenas um suporte financeiro, mas também um sinal de que as obrigações da mineradora seguem sendo cobradas pelas autoridades. Enquanto isso, as negociações sobre a reparação definitiva e os indenizações individuais continuam tramitando na Justiça, com a expectativa de que os brumadinhenses possam, enfim, ter suas vidas plenamente reconstruídas.















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