Minas Gerais registra média de 70 casos de doenças respiratórias por dia e se prepara para pico em abril
- Moisés Oliveira

- 6 de abr.
- 2 min de leitura

Minas Gerais registra uma média diária de 70 casos de doenças respiratórias em 2026 e se prepara para enfrentar o pico de internações nas próximas quatro semanas, com maior incidência entre idosos acima de 65 anos e crianças menores de 2 anos. Para reforçar a capacidade de atendimento, o Governo do Estado anunciou nesta quarta-feira (1º) a abertura de sete novos leitos de UTI e 19 de enfermaria no Hospital Infantil João Paulo II, além da contratação de 131 profissionais de saúde. A medida busca antecipar-se ao aumento esperado de casos de covid-19, influenza e vírus sincicial respiratório (VSR), que já pressionam a rede assistencial.
O Hospital Infantil João Paulo II teve um salto expressivo nos atendimentos entre fevereiro e março, saltando de 2 mil para quase 5 mil casos. Atualmente, a unidade opera com 80% dos leitos de UTI ocupados. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, destacou a necessidade de preparo diante do crescimento acelerado das doenças sazonais. “Tivemos um crescimento no número de atendimentos e precisamos nos preparar para o pico que deve acontecer daqui a um mês. Esses leitos serão disponibilizados para que consigamos internar esses pacientes em curto prazo”, afirmou.
A ampliação inclui também dois novos consultórios médicos e oito salas de decisão clínica. Para reforçar o quadro de profissionais, o estado contratou 34 médicos, 18 fisioterapeutas, 10 enfermeiros e 69 técnicos de enfermagem. Baccheretti explicou que a antecipação é fundamental porque a doença sazonal cresce rapidamente. “O paciente que mais nos preocupa não é aquele com sintomas leves, mas sim quem apresenta falta de ar e precisa de atendimento especializado”, disse.
Os idosos são os mais afetados pelas internações, especialmente na faixa entre 65 e 72 anos, que soma mais de 9 mil casos. Segundo Baccheretti, isso está relacionado à queda rápida da imunidade nesse grupo. “A imunidade nos idosos se perde em cerca de 10 meses. Precisamos considerar como se ele não tivesse se vacinado no ano passado. Por isso, priorizamos a imunização deles e insistimos para que busquem os postos de saúde o quanto antes”, reforçou.
A vacinação é a principal estratégia para prevenir casos graves e reduzir internações. Minas Gerais já recebeu as primeiras doses da vacina contra influenza e iniciou a campanha com foco nos grupos prioritários, incluindo crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Para ampliar a cobertura, o Governo de Minas promove no próximo sábado (11) um Dia D de mobilização em municípios de todas as regiões do estado.
Além da vacina contra a gripe, o calendário inclui imunizantes contra covid-19, pneumocócica e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Uma das novidades deste ano é a vacinação contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana, cuja proteção é transferida para o bebê ainda durante a gestação, reduzindo o risco de formas graves. Também há a aplicação do anticorpo monoclonal nirsevimabe para crianças com maior risco de complicações.
Até o momento, Minas Gerais registrou 6.189 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com hospitalização, sendo 323 por covid-19, 250 por influenza e 120 por VSR. Para os moradores de Brumadinho, a mensagem é clara: vacinar-se é o melhor caminho para evitar a sobrecarga do sistema de saúde e proteger os mais vulneráveis.















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