Minas Gerais proĆbe sirenes em escolas a partir de 2026 para respeitar alunos com TEA
- Talles Costa
- 27 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

A partir do ano letivo de 2026, todas as escolas pĆŗblicas e privadas de Minas Gerais, incluindo as unidades de ensino de Brumadinho, deverĆ£o abolir o uso de sirenes convencionais para sinalizar entrada, saĆda e intervalos. A nova regra, determinada pela Lei nĀŗ 25.261 e sancionada pelo governador Romeu Zema, obriga que os tradicionais alarmes sejam substituĆdos por toques musicais ou sinais mais suaves, com o objetivo de reduzir o impacto sonoro sobre alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e hipersensibilidade auditiva.
A rotina escolar em Minas Gerais passarĆ” por uma mudanƧa significativa a partir de 2026. Com a promulgação da Lei nĀŗ 25.261, sancionada em maio de 2025, todas as instituiƧƵes de ensino ā sejam elas pĆŗblicas ou privadas ā terĆ£o que substituir as sirenes escolares por alertas sonoros mais leves, como mĆŗsicas ou toques diferenciados, em respeito a estudantes que apresentam sensibilidade auditiva.
A medida foi criada para garantir mais acolhimento e acessibilidade dentro do ambiente escolar, especialmente para crianças e adolescentes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De acordo com especialistas, o som alto e repentino das sirenes pode causar crises de ansiedade, estresse e desorientação sensorial em pessoas com o transtorno, afetando seu rendimento e bem-estar.
Em Brumadinho, onde as escolas jĆ” discutem medidas de inclusĆ£o com mais intensidade, a notĆcia foi recebida com entusiasmo por parte de pais e educadores. Muitos consideram a mudanƧa um avanƧo no respeito Ć diversidade dentro da sala de aula. Para eles, substituir um som agressivo por alertas sonoros mais amigĆ”veis representa mais que uma simples alteração na rotina: Ć© um passo em direção a uma escola mais humana.
A lei também abre espaço para a criatividade das instituições, que poderão escolher os sons que melhor se adequem à sua realidade, desde que atendam aos critérios de suavidade e não causem desconforto sensorial. Em conversas com o Portal Independente, educadores ressaltaram que a mudança é positiva não apenas para os alunos com TEA, mas para toda a comunidade escolar, promovendo um ambiente mais tranquilo e inclusivo.
FamĆlias de alunos com TEA jĆ” vinham reivindicando essa alteração hĆ” anos, e a aprovação da norma Ć© vista como resposta a uma demanda legĆtima por inclusĆ£o. AlĆ©m disso, a legislação estĆ” alinhada com prĆ”ticas recomendadas por psicopedagogos e profissionais da saĆŗde mental, que alertam para os riscos de exposição contĆnua a ruĆdos intensos, especialmente durante o processo de aprendizagem.
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais deverĆ” orientar as escolas na implementação da nova diretriz, oferecendo suporte tĆ©cnico e sugerindo boas prĆ”ticas. As escolas terĆ£o atĆ© o inĆcio de 2026 para se adaptar Ć mudanƧa, o que inclui ajustes em equipamentos, cronogramas e comunicação interna com alunos e professores.
Com a nova medida, Minas Gerais se junta a outros estados brasileiros que tambĆ©m tĆŖm adotado aƧƵes mais sensĆveis e adequadas Ć neurodiversidade. Em Brumadinho, o desafio agora serĆ” garantir que a implementação ocorra de forma eficiente, com diĆ”logo entre direção, corpo docente e famĆlias.












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