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Governo planeja enviar mensagem a celulares roubados alertando: "devolva nos Correios"; medida mira 2,5 milhões de aparelhos

  • Foto do escritor: Guilherme Almeida
    Guilherme Almeida
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura
Foto - IA
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10/6) que o governo está considerando enviar mensagens de alerta diretamente para celulares roubados, incentivando quem estiver com os aparelhos a devolvê-los nas agências dos Correios sem correr riscos, como alternativa a procurar delegacias, com base em um estudo do Ministério da Justiça que estima a existência de cerca de 2,5 milhões de celulares roubados em todo o Brasil. A declaração foi feita durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Para os brumadinhenses que já foram vítimas de roubo ou furto de celular, a medida pode representar uma esperança de recuperar o aparelho. Lula explicou que o governo possui cadastro com o endereço e o chassi dos celulares roubados. "Eu vou disparar o sinalzinho [mensagem] para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências", destacou o presidente. "Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Eu ia apertar um botãozinho e passar a mensagem dizendo que todas as 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver", explicou. Atualmente, o aplicativo Celular Seguro já permite bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias em casos de roubo, furto ou extravio.

A proposta ainda está em fase de estudos e depende de regulamentação e parcerias com operadoras de telefonia e os Correios. Caso seja implementada, a mensagem poderá ser recebida mesmo em aparelhos com chip trocado, graças ao registro internacional de identificação do celular (IMEI). Na mesma reunião, Lula defendeu as políticas de distribuição de renda e inclusão social em relação a números isolados de crescimento econômico, afirmando que o importante é colocar a população mais pobre dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas. Ele citou que nesta quinta-feira (11) o governo entregará documentação de terras quilombolas, marcando 48% de todo o território quilombola registrado no país, e fez críticas à reação do mercado financeiro diante das metas fiscais do governo.


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