Piso salarial dos professores sobe para R$5.130,63 em 2026 com reajuste de 5,4%
- Moisés Oliveira

- há 5 dias
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Ministro e presidente oficializaram na quarta-feira (21) um reajuste de 5,4% no piso salarial nacional dos professores da educação básica, elevando o valor mínimo para R$ 5.130,63 em 2026, em uma medida provisória que passa a valer imediatamente e reforça a valorização da categoria no Brasil, mas que precisará ser ratificada pelo Congresso Nacional nos próximos meses.
O piso salarial, que é o valor mínimo que profissionais da educação básica da rede pública devem receber, era de R$ 4.867,77 e agora passa a R$ 5.130,63 para quem cumpre jornada de 40 horas semanais. Esse reajuste representa um ganho real de cerca de 1,5 ponto percentual acima da inflação acumulada em 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 3,9%.
A medida foi oficializada por meio de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada nesta quarta, e determina não apenas o aumento neste ano, mas também um novo critério permanente para atualizar o piso nos próximos anos. A fórmula de cálculo combina o INPC do ano anterior com parte da variação da receita real destinada ao Fundeb, com a garantia de que o reajuste nunca será inferior à inflação registrada.
O teto salarial do magistério é estabelecido por lei e serve como referência nacional, mas cada estado e município deve regulamentar e cumprir o pagamento por meio de normas próprias, utilizando recursos do Fundeb e complementações da União. A aplicação imediata do novo piso vale para as redes públicas que já pagam pelo menos o valor nacional, enquanto governantes trabalharão para adaptar seus orçamentos e efetivar a correção.
Para a comunidade de Brumadinho e de toda a região, o anúncio do reajuste traz impactos diretos, uma vez que professores da rede municipal e estadual poderão ter referência mínima salarial atualizada, refletindo no orçamento das famílias ligadas à educação. A atualização do piso é uma resposta a anos de luta por melhores condições de trabalho e remuneração mais justa para quem atua na formação de crianças e jovens, embora a adequação em cada rede dependa de decisões locais.
O novo critério permanente de reajuste foi elaborado para garantir ganhos reais aos profissionais da educação, em linha com metas nacionais de valorização docente estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação. A expectativa do governo é que a medida contribua para a estabilidade da carreira no longo prazo, fortalecendo a educação pública brasileira frente aos desafios financeiros e à necessidade de atrair e manter profissionais qualificados nas escolas.


















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