Menos chuva, mais termelétrica e conta mais cara: entenda a mudança para bandeira amarela em maio
- Guilherme Almeida

- há 1 hora
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Os moradores de Brumadinho vão sentir um aperto maior no bolso a partir do mês que vem. A conta de energia elétrica ficará mais cara em maio após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definir a bandeira tarifária amarela, que estabelece cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos pelos usuários. Para as famílias brumadinhenses, que já enfrentam o orçamento apertado com alimentação, transporte e moradia, esse acréscimo representa mais um desafio financeiro — especialmente para quem consome muita energia, como famílias numerosas ou que utilizam equipamentos médicos em casa.
A mudança foi motivada pela diminuição das chuvas durante a transição do período chuvoso para o período seco. Com menos água disponível para a geração nas hidrelétricas, o país passa a acionar mais as usinas termelétricas, que possuem custo de produção mais elevado. Esse custo extra é repassado diretamente ao consumidor por meio das bandeiras tarifárias. Até então, a bandeira permaneceu verde entre janeiro e abril de 2026 — um período de quatro meses sem cobrança adicional na conta de luz. Para os brumadinhenses, essa trégua chega ao fim agora em maio.
O sistema de bandeiras tarifárias foi implantado em 2015 justamente para permitir que os consumidores acompanhem mensalmente as condições de geração de energia no país. No modelo atual, a bandeira verde indica condições favoráveis de geração, sem custo extra. A bandeira amarela sinaliza condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 por cem quilowatt-hora consumido. Já quando os custos de geração são mais altos, entra em vigor a bandeira vermelha. No patamar 1, o valor adicional é de R$ 4,463, enquanto no patamar 2 — o mais caro de todos — a cobrança extra chega a R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.
Para as famílias de Brumadinho, a dica é ficar atentas ao consumo. Pequenas mudanças de hábito podem ajudar a reduzir o impacto da bandeira amarela: trocar lâmpadas incandescentes por LED, evitar banhos longos com chuveiro elétrico, desligar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso e usar a máquina de lavar e o ferro de passar roupa em horários de menor consumo (fora do pico das 18h às 21h) são medidas que ajudam a diminuir a conta no fim do mês. Além disso, vale acompanhar o valor do kWh na conta e simular o impacto da bandeira amarela no orçamento doméstico.
A Aneel monitora constantemente as condições de geração de energia no país. Se a seca se agravar e os reservatórios das hidrelétricas continuarem caindo, a bandeira pode subir para vermelha nos próximos meses — o que tornaria a conta de luz ainda mais pesada para os brumadinhenses. Por enquanto, a orientação é economizar e se preparar para contas mais altas a partir de maio. A bandeira amarela já está valendo, e o impacto virá na fatura do mês que vem. Que venham as chuvas, e que o bolso do brumadinhense aguente.















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