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Com três finalizações, Mikaela faz história no jiu-jitsu e leva título mundial para Brumadinho

  • Foto do escritor: Talles Costa
    Talles Costa
  • 17 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Foto cedida ao INDEPENDENTE
Foto cedida ao INDEPENDENTE

A jovem atleta Mikaela, de apenas 12 anos, levou o nome de Brumadinho ao topo do mundo ao se sagrar campeã do World Pro Abu Dhabi Championship, um dos maiores eventos internacionais de jiu-jitsu. Competindo na categoria até 40 kg e faixa cinza, Mika superou dificuldades antes e durante o torneio, enfrentou e finalizou adversárias de países como Mongólia e Cazaquistão e retornou ao Brasil como campeã mundial, trazendo orgulho para sua cidade natal.

A competição, realizada neste sabado (15), começou um dia antes com um desafio extra para Mikaela: a atleta passou mal na noite da pesagem, vomitou, precisou ser carregada e, ainda assim, conseguiu se recuperar e entrar no tatame com determinação inabalável. Mas os obstáculos não pararam por aí. Ao entrar para sua primeira luta, Mika foi barrada pelo árbitro — o kimono que usava foi reprovado porque continha um patrocínio irregular na manga, o que a colocava diante de uma possível desclassificação. Com apenas 30 minutos para encontrar outro kimono, seus pais — Rosa e Will — viveram momentos de desespero a distância, enquanto corriam contra o tempo para manter a filha na competição. Conseguiram. E foi o combustível que Mika precisava.

A atleta brumadinhense entrou com tudo no campeonato, enfrentando quatro adversárias de três países diferentes. A primeira luta terminou com desclassificação da oponente, Rafaela Aleixo, de Luanda, por golpe ilegal e proibido. Em seguida, Mika finalizou Enkhjin Az Zaia, da Mongólia, e depois triunfou com nova finalização sobre Aiaru Elemes, do Cazaquistão. A grande final foi contra a favorita da chave, Nomin Manlaibaatar, também da Mongólia. Mika, em uma atuação impecável e estratégica, venceu por finalização, consolidando seu título mundial.

O feito da jovem atleta é ainda mais significativo pois se trata de uma vitória construída com esforço familiar, dedicação e superação de adversidades — tanto físicas quanto logísticas. Os pais, que acompanharam tudo à distância no momento da confusão envolvendo o kimono, relataram a tensão vivida: “Vimos ela entrar no tatame e serem tirada pelos árbitros, sem entender nada. O telefone não funcionava bem. Só depois chegou a mensagem dizendo que não poderia lutar. Foi desespero total antes de conseguir o kimono e colocá-la de volta no jogo”, disseram Rosa e Will.

Mesmo sob pressão, Mikaela transformou cada obstáculo em motivação. Finalizou três adversárias e viu uma ser eliminada por golpe ilegal. Saiu do tatame com o título em mãos, tornando-se campeã mundial aos 12 anos de idade.

Em meio a tantas dificuldades sociais e econômicas enfrentadas pelos brumadinhenses, a história de Mikaela inspira e traz orgulho. Prova que com incentivo, apoio e muito esforço, a cidade pode transformar seus talentos em grandes histórias de superação e conquista.

Hoje, Mika é campeã mundial. Amanhã, é mais um capítulo na história de Brumadinho que merece ser celebrado, lembrado e incentivado.

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