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Brumadinho entra na contagem regressiva para o álbum de figurinhas da Copa

  • Foto do escritor: Moisés Oliveira
    Moisés Oliveira
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A chegada do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 promete transformar novamente bancas, mesas de bar, escolas e praças em pontos de encontro de colecionadores, reacendendo em Brumadinho uma tradição que atravessa gerações. Impulsionada pelo inédito formato do Mundial com 48 seleções, a nova edição será a maior já lançada, com previsão de quase mil figurinhas e mais de cem páginas, exigindo organização financeira dos fãs e renovando o ritual que, no município, desde pelo menos 2002, reúne pais, filhos e amigos em torno das trocas e da paixão pelo futebol.

O aumento significativo no número de cromos acompanha a expansão da própria Copa do Mundo e muda a dinâmica de quem pretende completar o álbum. Se na edição de 2022 eram cerca de 670 figurinhas, a previsão para 2026 gira em torno de 980, o que representa centenas de novas imagens para colar e mais tempo dedicado às negociações por repetidas. O valor estimado dos pacotes também chama atenção: a expectativa é que cada envelope chegue às bancas por cerca de R$ 7. Apesar do reajuste em relação ao último Mundial, quando custavam R$ 4, o impacto por unidade tende a ser semelhante, já que a quantidade de cromos por pacote deve subir de cinco para sete.

O álbum também deve crescer fisicamente. Com cerca de 112 páginas previstas, o material se tornará o mais robusto já produzido, ampliando espaços para seleções, estádios e possíveis conteúdos especiais. Para os colecionadores, isso significa não apenas mais figurinhas, mas uma experiência mais longa e envolvente até a conclusão.

Em Brumadinho, porém, o álbum vai além dos números. A cada quatro anos, a movimentação começa antes mesmo do apito inicial da Copa. Grupos que se formaram há décadas voltam a se reunir, repetindo um costume que atravessa o tempo. Desde o Mundial de 2002, moradores mantêm encontros frequentes para troca de figurinhas, prática que fortaleceu laços de amizade e criou uma cultura própria no município. Crianças que começaram a colecionar ao lado dos pais hoje levam os próprios filhos para participar das rodas de negociação, mantendo viva uma tradição afetiva.

O comércio local também sente os efeitos desse movimento. A Banca de Revista registra aumento na procura pelos pacotes e pelos álbuns, enquanto espaços públicos e pontos tradicionais da cidade se transformam em locais de encontro espontâneo para as trocas. O hábito de repetir a pergunta “tem para trocar?” segue sendo o ponto de partida para conversas que misturam futebol, memória e convivência.

Mais do que completar páginas, o colecionismo se consolida como um elemento de identidade entre os brumadinhenses apaixonados pelo esporte. O álbum passa a ser um registro de momentos vividos em família, das amizades construídas ao longo dos anos e das histórias compartilhadas a cada edição do Mundial. Em 2026, com um formato ampliado e novos desafios para quem deseja preencher todos os espaços, a tradição deve ganhar ainda mais força, reafirmando o álbum da Copa como um fenômeno cultural que une gerações na cidade.

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