top of page

Minas registra média de 18 casos diários de câncer de pele e acende alerta no verão

  • Foto do escritor: Talles Costa
    Talles Costa
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, Minas Gerais enfrenta um alerta preocupante: o câncer de pele segue avançando no estado, com uma média de 18 novos casos diagnosticados por dia desde 2022. Os números reforçam a importância da prevenção contínua, especialmente em cidades como Brumadinho, onde grande parte da população realiza atividades ao ar livre, seja no trabalho, no lazer ou na rotina diária.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais indicam que mais de 27,5 mil casos de câncer de pele foram registrados no estado nos últimos anos, consolidando a doença como a mais frequente entre os brasileiros. Mesmo com o encerramento da campanha Dezembro Laranja, dedicada à conscientização sobre os riscos da radiação solar, especialistas reforçam que os cuidados devem ser permanentes, sobretudo durante o período de férias e altas temperaturas.

O médico da SES-MG, Gil Patrus Mundim Pena, explica que o câncer de pele não é uma doença única, mas um conjunto de tumores com comportamentos distintos. O melanoma, embora menos comum, é o mais agressivo e pode evoluir rapidamente, causando metástases e levando à morte, mesmo quando a lesão inicial aparenta ser pequena. Já os tipos não melanoma, como o carcinoma basocelular e o carcinoma de células escamosas, são mais frequentes e geralmente associados ao efeito acumulado da exposição solar ao longo da vida.

Em Minas, a gravidade do problema também aparece nos dados de mortalidade. Entre 2022 e 2025, foram registrados 1.866 óbitos por câncer de pele, sendo mais de 90% em pessoas com 50 anos ou mais. A população acima dos 80 anos concentra o maior número de mortes, o que reforça a relação direta entre exposição prolongada ao sol e o surgimento da doença ao longo do tempo. Do total de óbitos, 626 foram provocados por melanoma e 1.240 por cânceres de pele não melanoma.

Para auxiliar na detecção precoce, profissionais de saúde utilizam a chamada regra do ABCDE, que observa características suspeitas em pintas e manchas na pele, como assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro aumentado e evolução ao longo do tempo. Lesões que sangram, coçam, não cicatrizam ou mudam de aparência devem ser avaliadas o quanto antes por um médico.

Em Brumadinho, onde trabalhadores rurais, da construção civil, do comércio informal e do turismo passam longos períodos sob o sol, a prevenção ganha ainda mais relevância. Especialistas alertam que atitudes simples podem reduzir significativamente os riscos, como evitar a exposição solar entre 10h e 16h, usar chapéus, roupas de manga longa, óculos escuros e aplicar protetor solar diariamente, inclusive em dias nublados.

A orientação também vale para quem acredita que apenas exposições prolongadas oferecem perigo. A radiação ultravioleta se acumula ao longo da vida, e pequenas exposições diárias, sem proteção, contribuem para o surgimento do câncer de pele. Por isso, a informação e a prevenção contínua são apontadas como as principais aliadas da população.

Diante dos números e do cenário climático, a Secretaria de Saúde reforça que cuidar da pele é um compromisso diário e coletivo. Em cidades como Brumadinho, onde a rotina está fortemente ligada ao ambiente natural, proteger-se do sol é também uma forma de preservar a saúde e a qualidade de vida a longo prazo.

Comentários


Anuncie Apoio_edited.jpg
Anúncio quadrado - Independente (3).png
Anúncio quadrado - Independente.png
bottom of page