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Juros do cartão de crédito rotativo sobem para 435,9% ao ano e pesam no bolso das famílias

  • Foto do escritor: Moisés Oliveira
    Moisés Oliveira
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação
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As famílias brasileiras sentiram o peso dos juros no bolso em fevereiro, especialmente no cartão de crédito rotativo, cuja taxa média disparou para 435,9% ao ano, um aumento de 11,4 pontos percentuais em relação a janeiro. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central, mostram que a taxa média das concessões de crédito livre para pessoas físicas subiu para 62% ao ano, com alta de 1 ponto percentual no mês e de 5,4 pontos em 12 meses. Para os moradores de Brumadinho, que enfrentam os desafios da recomposição econômica pós-tragédia e o aumento do custo de vida, os números acendem um alerta sobre o risco do endividamento e a necessidade de planejamento financeiro.

O cartão de crédito rotativo, modalidade acionada quando o consumidor paga menos que o valor total da fatura, continua sendo um dos maiores vilões do orçamento familiar. Mesmo com a limitação da cobrança de juros nessa modalidade, em vigor desde janeiro de 2024, a taxa ainda varia sem uma queda expressiva consistente, pois a medida visa reduzir o endividamento, mas não interfere nos juros pactuados na contratação do crédito. Após os 30 dias do rotativo, a dívida costuma ser parcelada pelos bancos, e os juros nessa etapa também subiram: 5,3 pontos percentuais no mês e 16,9 pontos em 12 meses, chegando a 200,2% ao ano.

Para as empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre recuaram ligeiramente, fechando fevereiro em 24,9% ao ano. Destaque para a redução mensal de 3,1 pontos percentuais nas operações de capital de giro com prazo até 365 dias, que atingiram 22,5% ao ano. Esse movimento acompanha o comportamento da taxa básica de juros, a Selic, que após sete altas consecutivas entre setembro de 2024 e junho de 2025, foi mantida estável em 15% ao ano por cinco reuniões e sofreu um pequeno corte de 0,25 ponto percentual na reunião mais recente. Apesar da redução, o BC já sinalizou que pode reverter o ciclo de baixa diante das incertezas econômicas.

A inadimplência também preocupa. O percentual de atrasos acima de 90 dias subiu 0,2 ponto percentual no mês e 1 ponto em 12 meses, chegando a 4,3% em fevereiro. Para as famílias, o índice é ainda maior: 5,2% dos contratos estão com atrasos superiores a três meses. O endividamento das famílias — relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses — ficou em 49,7% em janeiro, enquanto o comprometimento da renda mensal com o pagamento de dívidas alcançou 29,3%, um aumento de 0,1 ponto percentual no mês e de 1,6 ponto em 12 meses.

Para os brumadinhenses, os dados do BC reforçam a importância de buscar alternativas antes de recorrer ao rotativo do cartão de crédito e de negociar dívidas pendentes. Com a inflação ainda pressionada e os juros em patamares elevados, o planejamento financeiro se torna essencial para evitar que o endividamento comprometa ainda mais a renda familiar e dificulte a recuperação econômica em um município que ainda carrega as marcas de 2019. A recomendação é que os consumidores priorizem a quitação de débitos com juros mais altos e, sempre que possível, busquem renegociar condições com as instituições financeiras.


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