Inhotim coloca Brumadinho entre os 52 destinos do mundo para conhecer em 2026, segundo o New York Times
- Talles Costa

- 7 de jan.
- 2 min de leitura

O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, voltou a projetar o município no cenário internacional ao ser incluído pelo jornal norte-americano The New York Times na lista dos 52 lugares para conhecer em 2026, divulgada nesta terça-feira (6), reconhecimento que reforça a importância cultural, artística e turística do território brumadinhense e reacende o orgulho de uma cidade que carrega, ao mesmo tempo, potência criativa e marcas profundas de sua história recente.
No ranking anual do jornal, que reúne destinos de diferentes continentes, Inhotim aparece na 24ª posição, destacado como um espaço singular que combina arte contemporânea, arquitetura e natureza em uma escala difícil de ser explorada em apenas um dia. A publicação ressalta que o museu a céu aberto abriga cerca de 500 obras distribuídas em 24 galerias de arquiteturas distintas, integradas a um dos maiores jardins botânicos do mundo, cenário que transforma a experiência do visitante em algo imersivo e contínuo.
A escolha de Inhotim ganha ainda mais relevância porque coincide com a celebração de seus 20 anos de abertura ao público, marco que será comemorado em 2026 com uma programação especial de exposições. Segundo o New York Times, as atividades vão aprofundar reflexões sobre a identidade afro-amazônica do Brasil, ampliando o diálogo entre arte, território, ancestralidade e contemporaneidade. Obras de artistas como Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento e Paulo Nazareth passarão a integrar o circuito expositivo, além da incorporação de trabalhos de 22 artistas indígenas sul-americanos, reforçando a diversidade de vozes e narrativas presentes no acervo.
O jornal também destaca que essas novas exposições se somam a um conjunto já consagrado de obras permanentes, que inclui nomes de projeção internacional como Yayoi Kusama e referências centrais da arte brasileira, como Hélio Oiticica. Para a publicação, essa combinação faz de Inhotim um destino que exige tempo, contemplação e disposição para percorrer longos caminhos entre galerias, lagos e jardins.
Ao citar Brumadinho como ponto de partida, o New York Times amplia o olhar para a região e sugere que os visitantes estendam a viagem por Minas Gerais. A matéria menciona Belo Horizonte, a cerca de 55 quilômetros do museu, como a “capital dos bares” do país, além de indicar atrações como o Parque Nacional da Serra do Cipó e igrejas de exuberância barroca espalhadas pelo estado, conectando cultura, natureza e história em um mesmo roteiro.
Para os brumadinhenses, a inclusão de Inhotim em uma das listas de turismo mais influentes do mundo vai além da visibilidade internacional. Representa também a reafirmação do município como um polo de cultura, arte e reflexão, capaz de atrair visitantes de diferentes partes do planeta e de movimentar a economia local, o setor de serviços e o turismo sustentável. Em uma cidade que ainda busca reconstrução, memória e justiça, o reconhecimento internacional do Inhotim reforça a importância de preservar, valorizar e investir em iniciativas que dialoguem com o território e com as pessoas que nele vivem.


















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