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Golpes virtuais geram 6 queixas por hora nas delegacias de Minas e preocupam brumadinhenses

  • Foto do escritor: Talles Costa
    Talles Costa
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura
Foto: PCMG
Foto: PCMG

Dados da Polícia Civil mostram que Minas Gerais registrou 14.957 golpes virtuais apenas nos três primeiros meses deste ano, o que equivale a seis boletins de ocorrência por estelionato por hora, cenário que também afeta moradores de Brumadinho, enquanto a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública lançou um guia prático de segurança digital em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime para tentar conter a avalanche de fraudes como roubo de contas de WhatsApp, lojas on-line fictícias e PIX falsos. A própria Sejusp-MG admite uma tendência de crescimento e maior incidência desse tipo de crime no território mineiro, e os brumadinhenses, assim como os demais cidadãos da Grande BH, precisam redobrar a atenção ao realizar qualquer transação ou compartilhar dados pela internet.

O volume de fraudes eletrônicas é um sinal dos tempos de digitalização de várias atividades corriqueiras das pessoas, tendência acentuada ainda mais desde a pandemia da Covid-19 nos anos de 2020 e 2021. Não bastassem as fraudes digitais terem se tornado cada vez mais frequentes, estão ainda mais sofisticadas. Criminosos usam páginas falsas que simulam instituições financeiras, links maliciosos enviados por aplicativos de mensagens e técnicas de engenharia social para induzir as vítimas ao compartilhamento de dados sensíveis, como senhas e informações bancárias. Em Brumadinho, a Polícia Civil já atendeu a ocorrências desse tipo, e a orientação para os moradores é nunca clicar em links suspeitos nem fornecer dados pessoais por telefone ou mensagem.

Um tipo de golpe recorrente envolve a clonagem de contas em aplicativos de mensagens. Em um dos casos registrados recentemente em Minas, a vítima recebeu mensagens de um número novo corporativo com foto da irmã, que estava em viagem, para pedir uma transferência por PIX. Utilizando o histórico de conversas, os criminosos reproduziram a forma de escrita da familiar, o que conferiu credibilidade ao pedido. Sob o pretexto de uma urgência, solicitaram R$ 1,5 mil para uma chave PIX informada na conversa, valor que foi enviado antes que a fraude fosse identificada. Conforme a Sejusp, casos como esses demonstram a importância de atenção a mudanças no comportamento digital de contatos conhecidos, especialmente diante de pedidos urgentes ou fora do padrão, um alerta que vale também para as famílias de Brumadinho.

Diante deste cenário, a Sejusp, em parceria com o Instituto Nacional de Combate ao Cibercrime, disponibilizou um guia prático de segurança digital com orientações voltadas à prevenção de crimes cibernéticos e à proteção de dados pessoais. O material reúne informações acessíveis sobre as principais ameaças do ambiente virtual e medidas básicas de proteção, e está disponível no link crimes-virtuais.seguranca.mg.gov.br. O guia apresenta explicações sobre práticas como phishing, malware, engenharia social, ransomware e deepfakes, detalhando características, sinais de alerta e formas de identificação, além de estratégias de prevenção, com destaque para a importância da verificação de remetentes, cautela ao acessar links e compartilhamento de informações pessoais, além do uso de ferramentas de proteção como antivírus e backups regulares. O site ainda conta com métodos de atuação diante de tentativas ou ocorrências de golpes, com orientações sobre preservação de provas e comunicação às autoridades competentes, como a Polícia Militar e a Polícia Civil. Para o subsecretário de Integração da Segurança Pública da Sejusp MG, Christian Vianna de Azevedo, é preciso desarticular as engrenagens financeiras que sustentam redes de crime organizado, inclusive no ciberespaço. "Combater o crime organizado hoje é entender sua lógica econômica e tecnológica: seguir o dinheiro, proteger dados e reduzir, de forma estruturada, sua capacidade de financiamento", acrescenta. A recomendação para os brumadinhenses é que, ao menor sinal de tentativa de golpe, desconfiem, não cliquem em links desconhecidos e registrem boletim de ocorrência na delegacia mais próxima.


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