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Com privatização, investidores estrangeiros ficam com 40% das ações da Copasa vendidas pelo estado

  • Foto do escritor: Talles Costa
    Talles Costa
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Foto: Gil Leonardi/ Imprensa MG
Foto: Gil Leonardi/ Imprensa MG

O governo de Minas Gerais concluiu nesta terça-feira (16) a privatização da Copasa, com a venda de 45% das ações estatais por R$ 8,38 bilhões, sendo 30% adquiridos pelo Grupo Equatorial, que se tornou investidor de referência, enquanto os outros 15% foram incorporados por investidores institucionais (10,5%), investidores de varejo (4,5%) e investidores estrangeiros, que ficaram com 40% da fatia vendida, em um processo que deve ser integralmente usado em cerca de 190 obras de infraestrutura em Minas Gerais. Para os moradores de Brumadinho, a privatização pode trazer impactos diretos na prestação dos serviços de água e esgoto.

A Perfin, que já era acionista da Copasa, ampliou sua participação comprando 1.077.500 títulos ordinários, totalizando 20,11% da companhia, e justificou a operação como "estritamente de investimento". O governo estadual manteve 5% das ações, na chamada Golden Share, que dá poder de veto em questões importantes, conforme afirmou o governador Mateus Simões: "sempre que o interesse público e a proteção dos mineiros estiverem em jogo". O CEO do Grupo Equatorial, Augusto Miranda da Paz, prometeu cumprir as metas de universalização do saneamento, com ampliação de investimentos e modernização da operação da Copasa. "É uma prioridade estratégica para nós e, acima de tudo, um serviço essencial que transforma realidades, promove saúde, qualidade de vida e desenvolvimento", disse.

A Equatorial informou ao mercado que a aquisição será financiada via dívida, com impacto de 0,3x1 na alavancagem consolidada do grupo, e que a empresa estará em lock-up, proibida de vender os 30% das ações até junho de 2030. A negociação de 50% dos papéis pode ser feita a partir de dezembro de 2033 ou até o atingimento das metas de universalização. O acordo entre a Copasa e a Associação Mineira de Municípios (AMM), sob intermédio do TCE-MG, garantiu a ampliação do esgotamento sanitário em 273 cidades que já possuem contratos de abastecimento de água. A operação finaliza o processo de privatização aprovado no ano passado pela Assembleia Legislativa como parte dos procedimentos para adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).


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