Saberes de povos tradicionais de Brumadinho ganham espaço em Congresso no sul do Brasil
- Talles Costa

- há 1 hora
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Uma comitiva de 18 pessoas de Brumadinho participou, em Chapecó (SC), do 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, reunindo representantes da Aldeia Indígena Arapowã Kakyá, do povo Xucuru Kariri, e das comunidades quilombolas de Marinhos, Ribeirão, Rodrigues e Sapé. A participação possibilitou a troca de sementes, conhecimentos e experiências com comunidades e pesquisadores de diferentes regiões do Brasil e de países como México, Guatemala, Peru e Argentina.
A presença de Brumadinho foi viabilizada a partir da articulação do Gabinete do vereador Professor Márcio Guru, que buscou a aproximação com a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS), por meio de Iran Dias, professor da Universidade Federal de São João del-Rei e presidente da entidade. A iniciativa resultou no convite às comunidades e na construção da parceria que possibilitou a participação da delegação no congresso.
Também integrou a comitiva Gustavo Morais, do Sítio Fotossíntese, iniciativa de Brumadinho que atua com agroecologia, sustentabilidade, turismo e valorização da cultura mineira. A participação do espaço contribuiu para ampliar as discussões sobre agricultura sustentável, preservação ambiental e valorização dos conhecimentos tradicionais.
Promovido pela ABMS e organizado pela Epagri, o congresso teve entre seus destaques os chamados Milhos Crioulos, variedades tradicionais preservadas por famílias, agricultores, indígenas e quilombolas ao longo das gerações. Durante o encontro, houve compartilhamento de sementes e ideias, reforçando a importância da conservação da biodiversidade e dos conhecimentos ligados aos territórios.
Para as comunidades de Brumadinho, a experiência representou uma oportunidade de apresentar seus saberes, conhecer outras realidades e estabelecer novas conexões. A iniciativa também reforça a atuação do Gabinete do Professor Márcio Guru na aproximação das comunidades tradicionais com espaços de conhecimento e discussão em âmbito nacional.
Mais do que participar de um congresso, a comitiva levou para Chapecó parte da história e da identidade de Brumadinho e retornou com novos conhecimentos e possibilidades de parcerias. Nas sementes crioulas, permanecem não apenas variedades agrícolas, mas também memórias, tradições e saberes que atravessam gerações.
Confira as fotos:














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