Vale e Construtora Pontal são alvos de protesto após morte de funcionário terceirizado
- Moisés Oliveira

- há 5 dias
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Familiares, amigos e manifestantes se reuniram na manhã desta terça-feira (3) em Alberto Flores, interior de Brumadinho, para cobrar respostas sobre a morte do trabalhador Thairone Nogueira Santos, ocorrida em 17 de janeiro deste ano. O ato público foi marcado pela dor e pela indignação diante da falta de esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente que vitimou o jovem, que atuava como funcionário terceirizado da Construtora Pontal prestando serviços para a Vale na área conhecida como Remanso 3. Quase dois meses após a fatalidade, a família afirma que ainda aguarda informações detalhadas sobre o que realmente aconteceu.
Thairone Nogueira Santos morreu após ser prensado por uma manilha, sofrendo esmagamento. Apesar de ter sido socorrido rapidamente, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o deslocamento para atendimento hospitalar. A dinâmica do acidente, no entanto, permanece obscura para os parentes, que se dizem sem respostas sobre possíveis falhas de segurança, negligência ou responsabilidades. O protesto desta terça foi organizado justamente para pressionar as empresas envolvidas e as autoridades a darem transparência às investigações e celeridade à apuração.
Os alvos principais das cobranças foram a Construtora Pontal, empregadora direta de Thairone, e a Vale, contratante dos serviços. Durante a manifestação, cartazes e palavras de ordem pediam justiça e exigiam que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas. A família também questiona se todas as normas de segurança foram cumpridas no momento do acidente e se houve alguma falha que pudesse ter sido evitada. O caso reacende o debate sobre as condições de trabalho de terceirizados em grandes empresas mineradoras.
A Pontal informou que presta assistência à família do trabalhador, sem detalhar que tipo de suporte vem sendo oferecido. Já a Vale declarou que acompanha o apoio prestado pela contratada e que as empresas envolvidas deram início à apuração das causas do acidente. Até o momento, no entanto, não foram divulgados resultados concretos da investigação, o que alimenta a insatisfação dos familiares e da comunidade local.
Para os moradores de Brumadinho, a morte de Thairone Nogueira Santos ecoa como mais um capítulo de uma história marcada por tragédias envolvendo a mineração na cidade. Sete anos após o rompimento da barragem da Vale, que matou 272 pessoas, a população ainda convive com a desconfiança em relação às práticas de segurança das empresas que operam no território. O protesto desta terça-feira é um grito por justiça, transparência e, acima de tudo, por respeito à vida dos trabalhadores que, diariamente, colocam sua integridade física a serviço da indústria extrativista.















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