SUS amplia acesso à mamografia e passa a recomendar exame a partir dos 40 anos
- Talles Costa

- 25 de set.
- 2 min de leitura

O Ministério da Saúde anunciou mudanças significativas na política de prevenção ao câncer de mama, estabelecendo nova recomendação para que mulheres a partir de 40 anos tenham acesso à mamografia pelo SUS mesmo sem apresentar sintomas da doença. A medida, que amplia o acesso ao diagnóstico precoce em uma faixa etária onde ocorrem 23% dos casos, representa um avanço para a saúde da mulher em todo o país, incluindo as brumadinhenses que dependem do sistema público de saúde. A pasta também estendeu o rastreamento preventivo para mulheres de até 74 anos, além de anunciar a aquisição de equipamentos modernos e a incorporação de novos medicamentos contra a doença.
A decisão de baixar a idade mínima para 40 anos foi baseada em evidências de que a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura. Para mulheres entre 40 e 49 anos, o exame será realizado sob demanda, mediante decisão compartilhada com um profissional de saúde que deverá orientar sobre benefícios e possíveis riscos. Esta faixa etária já responde por 30% das mamografias realizadas no SUS, totalizando mais de 1 milhão de exames somente em 2024. A ampliação do rastreamento ativo até os 74 anos visa cobrir a faixa onde se concentram quase 60% dos casos da doença.
Como parte da estratégia de ampliação do acesso, o ministério anunciou o programa "Agora Tem Especialistas" com 27 unidades móveis que percorrerão 22 estados. Estas carretas oferecerão mamografia, ultrassonografia, punção e biópsia de mama, além de consultas presenciais e por telemedicina. A expectativa é realizar até 120 mil atendimentos já em outubro, com investimento de R$ 18 milhões. A iniciativa é particularmente relevante para mulheres de cidades do interior, como Brumadinho, que historicamente enfrentam dificuldades para acesso a serviços especializados.
O SUS também irá receber 60 kits de biópsia com tecnologia de imagem 2D e 3D, que garantem maior precisão diagnóstica e reduzem a necessidade de repetição de procedimentos. A partir de outubro, estarão disponíveis medicamentos mais modernos como o trastuzumabe entansina para casos resistentes, e os inibidores de ciclinas para pacientes com câncer metastático. Essas inovações terapêuticas representam esperança para milhares de mulheres em tratamento em todo o país, aproximando o Brasil de práticas internacionais consagradas na Austrália e outros países desenvolvidos.


















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