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Professores da rede estadual de Minas aprovam greve a partir de 4 de março

  • Foto do escritor: Moisés Oliveira
    Moisés Oliveira
  • há 4 dias
  • 2 min de leitura

Os profissionais da rede estadual de ensino de Minas Gerais aprovaram greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, 4 de março. A decisão foi tomada durante assembleia realizada na última quinta-feira (26), no pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte, reunindo professores e demais trabalhadores da educação de diversas regiões do estado. A paralisação, liderada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), deve impactar o funcionamento das escolas estaduais em todo o território mineiro, incluindo as unidades de Brumadinho.

A principal reivindicação da categoria é a recomposição salarial de 41,83%, percentual que, segundo o sindicato, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025. Além disso, os profissionais cobram a aplicação integral do reajuste previsto na Portaria nº 82 do Ministério da Educação, que fixou o piso salarial do magistério para 2026 em R$ 5.130,63. A defasagem nos vencimentos, aliada à falta de diálogo com o governo estadual, teria levado à decisão pela paralisação.

De acordo com a coordenação do Sind-UTE, a greve será por tempo indeterminado e não há previsão de retorno às atividades enquanto as negociações não avançarem. A categoria promete manter mobilizações em frente às escolas e em atos públicos para pressionar o Executivo estadual a atender às demandas. Enquanto isso, pais, alunos e a comunidade escolar aguardam posicionamentos oficiais sobre como ficará o calendário letivo e a reposição de aulas.

Em Brumadinho, as escolas estaduais devem ser afetadas diretamente pela paralisação. A cidade conta com unidades de ensino fundamentais para milhares de estudantes da sede e da zona rural, que poderão ficar sem aulas a partir de quarta-feira. A indefinição sobre a duração da greve preocupa famílias e educadores locais, que acompanham os desdobramentos das negociações entre o sindicato e o governo de Minas.

A Secretaria de Estado de Educação ainda não se manifestou oficialmente sobre a greve nem apresentou propostas concretas para atender às reivindicações da categoria. O Sind-UTE, por sua vez, reforça que manterá a mobilização até que haja avanços significativos nas negociações. Para os brumadinhenses, o momento é de expectativa e incerteza quanto ao futuro do ano letivo e à qualidade da educação pública no estado.

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