Comunidade Sanhudo e entorno terão debate sobre impactos da demarcação no dia 31 de março
- Talles Costa

- 18 de mar.
- 2 min de leitura

A Câmara Municipal de Brumadinho realiza no próximo dia 31 de março, terça-feira, às 18h30, uma audiência pública para discutir a instituição do território quilombola na localidade de Tejuco e arredores, abrangendo a Comunidade Quilombola Sanhudo. O evento, aberto a toda a população, representantes de associações, entidades e órgãos competentes, tem como objetivo esclarecer os impactos sociais, territoriais, ambientais e econômicos da demarcação, promovendo um debate democrático e transparente sobre o futuro da região.
A proposta de reconhecimento do território quilombola envolve uma série de questões complexas que afetam diretamente moradores, produtores rurais, mineradoras e outros setores da sociedade brumadinhense. A audiência pública será um espaço para que todas as partes possam expressar suas opiniões, tirar dúvidas e contribuir com informações que auxiliem na compreensão dos efeitos da medida. A presença de representantes de órgãos técnicos e jurídicos também está prevista para esclarecer aspectos legais e procedimentais do processo de demarcação.
Para a comunidade quilombola Sanhudo, o reconhecimento do território representa a garantia de direitos históricos e culturais, além da possibilidade de desenvolvimento sustentável a partir de suas tradições. Para outros atores locais, como produtores rurais e empresas que atuam na região, a demarcação pode implicar em mudanças no uso da terra e na dinâmica econômica. O debate busca equilibrar esses interesses e encontrar caminhos que respeitem a diversidade e promovam a justiça social.
A Câmara Municipal reforça que a participação popular é fundamental para a legitimidade do processo. "Sua participação é fundamental para garantirmos um debate transparente e democrático", destaca o convite oficial. Moradores de Tejuco, representantes de associações, lideranças comunitárias, ambientalistas, empresários e cidadãos interessados no tema são esperados no Plenário da Câmara para contribuir com essa discussão.
A audiência pública do dia 31 de março é uma oportunidade única para que Brumadinho construa coletivamente um entendimento sobre a demarcação do território quilombola, respeitando a história, a cultura e os direitos de todos os envolvidos. O resultado desse diálogo poderá influenciar diretamente as políticas públicas e o desenvolvimento da região nos próximos anos.















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